Em foco

WIFI4EU recebeu mais de 13 mil candidaturas para a primeira fase. 256 são portuguesas

Só nos primeiros 10 segundos o projeto que pretende garantir acesso à internet gratuito em espaços públicos recebeu 4 mil candidaturas. Ao todo foram 13 mil as inscrições para ter acesso aos vouchers de 15 mil euros.

Data: 05.12.2018

WIFI4EU recebeu mais de 13 mil candidaturas para a primeira fase. 256 são portuguesas

As candidaturas desta primeira fase decorreram entre os dias 7 e 9 de novembro, despois da primeira call ter sido anulada por se ter detetado uma fuga de dados dos municípios. De acordo com dados fornecidos pela organização do WIFI4EU, a resposta dos municípios foi impressionante e ao todo foram recebidos mais de 13 mil candidaturas de todos os países da União Europeia.


O modelo definido foi de prioridade aos primeiros a entregar a candidatura, num "first come, first served" que tem mínimos para cada país mas que exigia a rapidez na submissão online, o que justifica esta avalanche de inscrições nos primeiros segundos.


Esta primeira fase vai entregar aos municípios escolhidos mais de 42 milhões de euros num total de 2.800 vouchers, sendo os vencedores divulgados em dezembro. A escolha é feita pela Innovation and Networks Executive Agency (INEA), responsável por implementar o projeto.


Segundo os dados, todos os países europeus, excepto a Islândia, ultrapassaram o mínimo de 15 candidaturas, a maioria logo nos primeiros segundos da abertura das inscrições. Pelas regras não serão entregues mais de 224 vouchers a cada país nesta fase.


Itália foi o país com mais candidaturas, 3.202, seguindo-se a Espanha com 2.116 e a Alemanha com 1.824. De Portugal foram entregues 256 candidaturas, mas há países com menos municípios a participarem.


Nos próximos dois anos vão ser organizadas mais três fases de candidaturas ao WIFI4EU, sendo que no total a Comissão Europeia vai distribuir 120 milhões de euros a pelo menos 8 mil municípios. As cidades escolhidas vão receber um vale de 15 mil euros da União Europeia para instalar postos de acesso gratuito à internet em locais públicos, como praças, jardins ou bibliotecas e Hospitais.


O projeto foi dinamizado pelo eurodeputado português Carlos Zorrinho e foi aprovado em 2017 no Parlamento Europeu.


Fonte: Sapo Tek



Voltar