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Ainda envia SMS? As primeiras mensagens escritas estão de parabéns

Hoje com os smartphones é só “whats”, “directs”, "snaps" e Messenger, mas no tempo dos telemóveis era o Short Message Service que reinava...

Data: 04.12.2018

Ainda envia SMS? As primeiras mensagens escritas estão de parabéns

Foi a 3 de dezembro de 1992 que uma mensagem contendo apenas a simples frase “Merry Christmas” foi transmitida de um computador para um telefone móvel recetor (do diretor da Vodafone Richard Jarvis, na altura), no Reino Unido. Testava-se aquilo que seria o Short Message Service, um conceito proposto introduzido pela European Telecommunications Standards Initiative (ETSI) uns anos antes.


A ideia original era criar uma forma de comunicação entre as operadoras de telecomunicações e os utilizadores, para que estes fossem alertados da existência de uma mensagem de voz, ou seja, longe da importância que o SMS acabou por ter.


Mas as mensagens de texto demoraram a "pegar" como modelo de comunicação entre as pessoas.


Em 1995, três anos depois da primeira mensagem, a média de SMS enviados não chegava sequer a um por mês. Porém, passado uma década, em 2002, o número alcançava os 352 mil milhões.


Os valores continuaram a evoluir massivamente e em 2004 foram enviadas 918 mil milhões de mensagens escritas. Em 2008 já eram 4,8 biliões. Os tempos áureos das mensagens curtas coincidiram com os tempos áureos dos telemóveis, e batiam-se recordes sucessivos na época de Natal e de final de ano, com a troca de votos de “Boas Festas”.


O volume foi sempre crescente até 2010. A partir daí o número de mensagens enviadas começou a estagnar: na mesma altura em que as redes sociais começaram a afirmar-se. E entretanto surgiram os smartphones e o chamado messaging…


Apesar de ser cada vez menos usado, o sistema de mensagens curtas foi responsável por alguns dos hábitos de comunicação que ainda hoje nos “assistem”. Além de darmos muito mais uso aos nossos polegares, passámos a truncar palavras e a criar acrónimos e “emoticons” para expressar sentimentos que traduzidos por letras gastariam muitos caracteres – porque, é verdade, havia número limite de carateres.


Hoje mandam-se “whats” e “directs” a toda a hora, podemos escrever “bíblias” de texto e temos inúmeros emojis à disposição. E GIFs, e possibilidade de associar imagens e vídeos… E normalmente as poucas SMS que recebemos ou são publicidade ou avisos de contas para pagar, verdade?


Fonte: Sapo Tek



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