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Google também aposta na faixa de 3,5 GHz para 5G nos EUA

A companhia defende o uso compartilhado da frequência de 3,5 GHz, também conhecida naquele país como CBRS (Citzens Broadband Radio Service), por meio da tecnologia de gerenciamento inteligente Spectrum Access System (SAS) para o uso de porções ociosas da faixa.

Data: 30.11.2018

Google também aposta na faixa de 3,5 GHz para 5G nos EUA

Enquanto operadoras de satélite buscam equilíbrio na oferta de banda C para serviço móvel em 5G nos Estados Unidos, o Google entrou na lista de empresas interessadas no espectro. A companhia defende o uso compartilhado da frequência de 3,5 GHz, também conhecida naquele país como CBRS (Citzens Broadband Radio Service), por meio da tecnologia de gerenciamento inteligente Spectrum Access System (SAS) para o uso de porções ociosas da faixa. Naturalmente, oferecendo uma solução própria de SAS.


O Google sugere que a faixa vai contar com grande densidade de estações radiobase de vários provedores compartilhando o espectro e, "às vezes, até a mesma rede". Por isso, há uma mudança para as empresas na maneira em que planejam, implantam e operam a infraestrutura. "Estamos levando o melhor do Google, como nosso conhecimento geoespacial, infraestrutura de rede e capacidades computacionais para entregar uma suíte de produtos para permitir redes CBRS, começando com o SAS do Google", afirma o senior product manager, Mat Varghese, em post no blog da empresa.


A plataforma do Google é baseada em cloud e foi desenhada para suportar redes densas e com flexibilidade de escala sob demanda. A tecnologia geoespacial utilizada nos serviços Maps, Street View e Earth é utilizada para uma modelagem otimizada para a propagação e atribuição de canal do espectro.


Regulador


Também nesta terça-feira, a agência reguladora norte-americana, a Federal Communications Commission (FCC), publicou novas regras para o uso da faixa de 3,5 GHz por meio do acesso compartilhado entre entidades públicas e privadas. A intenção é promover investimentos adicionais e incentivar a implantação mais ampla da banda.


A regulação mantém a possibilidade de licença de acesso priorizado (PALs) e de uso geral (GAA), mas a Comissão altera o tamanho das áreas de licenças PALs, expande a validade da outorga para 10 anos (renováveis) e dá subsídios para implantação em áreas rurais e indígenas. As novas regras ainda facilitam a transmissão em canais mais largos enquanto mantêm a proteção para evitar interferências com os outros serviços prestados na mesma faixa.


Fonte: Teletime



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