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Plenipotenciária da UIT avança sobre IOT, redes 5G e riscos cibernéticos

UIT deliberou resoluções sobre Internet das Coisas, Inovação, cibersegurança e inovação, além de questões como equidade de gêneros em TICs, proteção à infância, acessibilidade e desenvolvimento de redes e padronizações em países em desenvolvimento

Data: 20.11.2018

Plenipotenciária da UIT avança sobre IOT, redes 5G e riscos cibernéticos

A reunião Plenipotenciária da União Internacional de Telecomunicações (UIT), encerrada na sexta, 16, no Dubai, e que reuniu um número recorde de 180 países signatários, trouxe uma série de deliberações importantes sobre novos temas para além das discussões típicas de telecomunicações.


Para além de uma resolução sobre o mercado de OTT, a UIT ainda deliberou resoluções sobre Internet das Coisas, Inovação, cibersegurança e inovação, além de questões como equidade de gêneros em TICs, proteção à infância, acessibilidade e desenvolvimento de redes e padronizações em países em desenvolvimento.


IoT definida


Na questão de Internet das Coisas, a resolução aprovada fala em investimentos por parte dos Estados Membros  no ambiente de IoT, cidades inteligentes e sustentáveis e suporte a comunidades para que atinjam as Metas de Desenvolvimento Sustentável. Mas é importante notar para o avanço na definição do que é Internet das Coisas. A resolução aponta para um entendimento comum de que IoT, conceitualmente, se refere à rede de dispositivos computacionais com sensores e software embarcados que permite que bilhões de objetos e dispositivos  se conectem entre si, coletem informações em tempo real e enviem dados, de forma wireless, para controles centralizados. Estes sistemas centralizados gerenciam o tráfego, otimizam o uso de energia e melhoram operações e serviços urbanos, no entendimento da resolução.


Centralidade das redes  5G


No quesito de desenvolvimento de redes em países em desenvolvimento, a UIT entendeu terá papel central no desenvolvimento da economia digital e será a base para serviços como casas e edifícios conectados, cidades inteligentes, vídeo 3D, viabilização de trabalho e lazer na nuvem, serviços médicos remotos, realidade virtual e aumentada, desenvolvimento de aplicações massivas de M2M, automação industrial e carros autônomos.


Riscos cibernéticos


Nas questões de cibersegurança, a resolução vai no sentido de fortalecer o papel da UIT na construção de confiança e segurança nas TICs, tal como a promoção de uma cultura em que a segurança passe a ser vista como parte contínua e inerente às atividades de padronização. A UIT reconhece o aumento da quantidade, gravidade e diversidade das ameaças à segurança cibernética e entende que isso pode comprometer a disponibilidade, integridade e disponibilidade dos serviços e infraestrutura críticas de informação, a ponto de impactar o desenvolvimento social e econômico do países.


Inteligência Artificial fica fora


Um dos temas que foram muito discutidos durante a Plenipotenciária mas que ficou fora do conjunto de resoluções foi Inteligência Artificial. Segundo participantes da delegação brasileira, em vários debates questões referentes a IA chegaram a ser colocadas, mas o entendimento foide que não havia ainda amadurecimento sobre o tema para ser consolidado em resoluções da UIT. A própria equipe técnica da Anatel, nos trabalhos preparatórios à plenipotenciária, chegou a sugerir que o Brasil levasse uma sugestão de resolução sobre o tema, criando um grupo de trabalho, mas o conselho diretor da agênia optou por não seguir com o tema. A percepção é de que esta área tem potencial para voltar a ser discutida em outras instâncias da UIT nos próximos anos, a exemplo do que aconteceu nos último quatro anos com o tema de OTTs. Estas discussões tendem a dar massa crítica para que na próxima plenipotenciária o assunto avance em termos de deliberações gerais.


Fonte: Teletime News



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