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Alemanha prepara leilão para 5G, mas compromissos desagradam operadoras

Serão vendidas faixas de frequência de 2 GHz e 3,6 GHz. GSMA reclama das metas de cobertura e velocidade da banda larga em estradas e zonas rurais.

Data: 20.11.2018

Alemanha prepara leilão para 5G, mas compromissos desagradam operadoras

A Alemanha vai leiloar licenças para uso do espectro de 2 GHz e 3,6 GHz no terceiro trimestre de 2019. O regulador do país divulgou no final da última semana o modelo do edital. Embora a decisão de oferecer as frequências agrade as operadoras móveis, os condicionantes para uso das faixas deixou as empresas temerosas.


No caso, o regulador determinou que as vencedoras da licitação firmem acordos de roaming com os competidores, cedam infraestrutura e espectro para compartilhamento, e cubram áreas rurais. As regras do certame não estão completamente definidas, no entanto. O modelo proposto está sob consulta do conselho diretor da agência, que até dia 26 de novembro bate, ou não, o martelo sobre o formato escolhido.


Antes de essa versão do edital vir a público, a agência que dita as regras do setor de telecomunicações na Alemanha propunha obrigações mais amenas. A autarquia parece, porém, ter cedido a pressões do parlamento para que áreas rurais e zonas de sombra, especialmente em estradas, passem a ter conectividade móvel.


A versão atual manda as operadoras cobrirem 98% da população com serviços nas frequências à venda, além de 100% das rodovias expressas, com banda larga móvel de ao menos 100 Mbps até o final de 2022. Também obriga as compradoras a implantar ao menos 500 estações radiobase em zonas onde hoje não há serviço móvel. Também determina a instalação de pelo menos mil ERBs 5G até 2022. Até 2024, todas as estradas, portos, hidrovias e ferrovias do país deverão ter sinal de 50 Mbps a 100Mbps.


Os esforços em cobrir estradas é um aceno à indústria automobilística do país, que trabalha no desenvolvimento de carros conectados e autónomos.


O que temem as operadoras


A GSMA, entidade que reúne as companhias de telefonia móvel, elogiou a iniciativa da Alemanha em dispor no leilão de parte da Banda C existente (nos 3,6 GHz). No entanto, ressaltou que as condições não são factíveis dado o tipo do espectro.


O maior problema são as metas de cobertura. Para a entidade, obrigações de cobrir 98% da população, ou 100% de estradas, além áreas de sombra, deveriam ser impostas na ocasião da venda de frequências mais baixas, sub 1GHz. A GSMA ressalta que são essas as frequência de maior abrangência. “A atual proposta de obrigações para o espectro de 3,6 GHz, por exemplo, parece desconsiderar as leis da física”, diz a GSMA, em nota.


A solução seria permitir que as operadoras escolham como cobrir as áreas com pouca ou sem nenhuma conectividade, lançando mão de tecnologias e frequências que desejarem e que façam parte de seu rol de licenças.


A GSMA também diz que a obrigação de o comprador obrigatoriamente negociar o roaming e compartilhamento com concorrentes “introduz alto nível de incerteza para as operadoras investirem no 5G alemão”. As críticas se referem, no entanto, exclusivamente às regras de licenciamento da Banda C.


Fonte: TeleSíntese



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