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Investidores reforçam pedido para remover Mark Zuckerberg da presidência do Facebook

Alegação é que o cofundador da rede social não tratou escândalos da maneira adequada

Data: 19.10.2018

Investidores reforçam pedido para remover Mark Zuckerberg da presidência do Facebook

Quatro poderosos investidores institucionais do Facebook apresentaram uma proposta para remover Mark Zuckerberg da presidência do conselho da companhia. A alegação é de que ele não teria tratado adequadamente os inúmeros escândalos que envolveram a rede social neste ano. Scott Stringer, da New York City Comptroller; Michael Frerichs, do Tesouro do Estado de Illinois; Seth Magaziner, do Tesouro de Rhode Island; e Joe Torsella, do Tesouro da Pensilvânia, assinaram o pedido apresentado originalmente pela Trillium Asset Management, exigindo a indicação de um presidente independente, informa o site Business Insider.


A adesão dá mais peso à proposta, já que os quatro investidores controlam mais de US$ 1 bilhão em ações da companhia. Também indica um movimento crescente de insatisfação com a política de governança do Facebook. O pedido será votado no encontro anual de investidores, no ano que vem, e se for aprovado o conselho terá que indicar um novo presidente, dando fim ao papel duplo exercido por Zuckerberg, como presidente do conselho e diretor executivo.


Um projeto similar foi apresentado ano passado, mas foi derrotado, apesar de ter conquistado 51% dos votos de investidores independentes. Isso foi possível graças à estrutura acionária da companhia, que dá as ações de classe B dez vezes mais poder de voto que as de classe A. E Zuckerberg detém mais de 75% das ações de classe B.


Dessa forma, Zuckerberg concentra mais da metade do poder de voto no conselho do Facebook, fazendo com que a proposta da Trillium tenha chances mínimas de ser aprovada. Mas a insatisfação parece ser crescente. A proposta cita uma série de escândalos para justificar o pedido de mudança, incluindo a intromissão nas eleições americanas de 2016 e o episódio envolvendo a Cambridge Analytica.


“Nós precisamos que o conselho do Facebook assuma o sério compromisso de enfrentar riscos reais, de reputação, regulatórios e para a nossa democracia, que impactam a companhia”, afirmou Stringer, em comunicado. “Um conselho independente é essencial para retirar o Facebook desta bagunça e restabelecer a confiança entre americanos e investidores”.


Fonte: O Globo


 



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