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Em Amsterdão, as bicicletas também podem ser um problema e a cidade conta com a tecnologia para dar uma ajuda

Quando se pensa em Amsterdão, a imagem de milhares de bicicletas é parte obrigatória do postal da cidade e também um ex-libris em matéria de soluções de mobilidade amigas do ambiente. Só que não é bem assim.

Data: 16.10.2018

Em Amsterdão, as bicicletas também podem ser um problema e a cidade conta com a tecnologia para dar uma ajuda

Frans-Anton Vermast explica-nos porquê e Luis Muchacho fala-nos de como o 5G vai revolucionar a forma como se pensa mobilidade.


Em Amsterdão existem 2,7 bicicletas por habitante. Não é um número que choque ninguém, sobretudo quem já visitou a cidade holandesa. Há bicicletas por toda a parte - e esse, na realidade, é um problema. "É uma das nossas principais preocupações - temos de arranjar forma de as estacionar", confirma Frans-Anton Vermast, consultor de Estratégia e Embaixador Internacional da Cidade Inteligente de Amsterdão.


O problema é mesmo a dimensão. Numa cidade onde todos vão de bicicleta para qualquer lado, o número de veículos nas ruas passou de simplesmente pitoresco a um problema que a cidade quer resolver. "É uma ótima solução de sustentabilidade, mas se as pessoas vão de casa para o comboio de bicicleta, quando lá chegam precisam de a estacionar".


O desenho de uma solução que integre múltiplas opções de transporte - automóveis tradicionais, elétricos, bicicletas tradicionais, elétricas, veículos autónomos, car-sharing para nomear alguns -  , sincronizando conveniência, eficiência e sustentabilidade é, por isso, uma das apostas da cidade holandesa. Uma aposta onde a tecnologia vai ter um papel a desempenhar, nomeadamente no que respeita às redes de comunicação que suportam as várias soluções de mobilidade.


O que significa também ter mais máquinas a tomar decisões, algo que no tema transportes tem sido alvo de muita discussão. "As pessoas não precisam ter medo dos algoritmos porque 50% das decisões que já tomamos são através deles - veja-se o caso dos sensores nos semáforos", defende Frans-Anton Vermast.


Também para Luis Muchacho, gestor de Soluções - Radio da Ericsson, empresa que integra a parceria com Altice Labs e município de Aveiro para tornar a cidade a capital do 5G, o importante é testar e não pretender ir "nem muito depressa, nem devagar". "Portugal é um early adopter de soluções tecnológicas e podemos estar na frente também nesta área - não matem a tecnologia antes mesmo de começar".


O veículo autónomo durante três dias esteve a circular, primeiro na cidade e depois no recinto do TechDays, é uma boa antecâmara do que o futuro poderá trazer em matéria de mobilidade.


A sessão do TechDays sobre Mobilidade contou com a participação de Frans-Anton Vermast, consultor de Estratégia e Embaixador Internacional da Cidade Inteligente de Amsterdão, João Lino, diretor comercial, da TRANSDEV, Luis Muchacho, gestor de Soluções - Radio da Ericsson e João Gomes COO da CENTI. A moderação esteve a cargo de José Couto, presidente do Conselho de Administração do Cluster MOBINOV e o encerramento da sessão a Joaquim Ferreira investigador do Instituto de Telecomunicações.


Fonte: Sapo24



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