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Produtores britânicos exigem a criação de uma autoridade para supervisionar as redes sociais

Uma carta remetida ao governo apela a mais transparência e segurança na gestão dos problemas que minam o atual estado da internet, como as notícias falsas, o assédio e a exploração dos utilizadores mais novos.

Data: 05.09.2018

Produtores britânicos exigem a criação de uma autoridade para supervisionar as redes sociais

Um grupo de emissoras, fornecedoras de internet e empresas britânicas de telecomunicações enviou esta semana uma carta conjunta ao governo britânico onde pede que a supervisão das empresas de redes sociais seja reforçada. O documento, que foi publicado no The Sunday Telegraph, e que se encontra assinado por executivos da BBC, ITV, Channel 4, Sky, BT e TalkTalk, exige a criação de uma nova entidade reguladora e independente que se responsabilize por neutralizar as notícias falsas, o assédio, a exploração dos utilizadores mais novos e outros problemas que estão a minar o atual estado da internet. "Não consideramos que seja realista ou apropriado esperar que as redes sociais e outras empresas do sector da internet se responsabilizem inteiramente por filtrar os conteúdos que são considerados aceitáveis e os que não são, sem que haja qualquer tipo de supervisão independente", lê-se na carta.


O grupo explica que "não se trata de censurar a internet", mas sim de "fazer com que as plataformas mais populares sejam mais seguras". As entidades acreditam que esta medida é essencial para que se crie "mais transparência no sector" e explicam que isso pode ser obtido se uma autoridade tiver poder para "imputar as responsabilidades às entidades que tomam estas decisões".


O governo britânico já mostrou que está atento dos problemas existentes no Facebook, Twitter e restantes plataformas sociais. Em entrevista à ITV, Matt Hancock, que já deteve a pasta dos Assuntos Digitais, explicou que serão publicadas novas leis para a segurança na internet ao longo "dos próximos dois anos".


Recorde-se que o governo foi incisivo sob a possível interferência russa no referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia, ao solicitar ao Facebook e ao Twitter que reportassem quaisquer indícios de que o país teria tentado interferir no sufrágio. As respostas obtidas não foram satisfatórias, uma vez que Mark Zuckerberg se recusou a prestar declarações em frente ao parlamento. As partes signatárias desta carta acreditam que se existisse uma autoridade com capacidade para interferir em casos semelhantes, os pedidos deste tipo seriam mais eficientes.


Em resposta, uma porta-voz do governo declarou ao The Sunday Telegraph que o "governo tem sido claro quanto à necessidade de se fazer mais pela neutralização das ameaças que existem online".


Fonte: Sapo Tek



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