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WiFi a bordo: um mercado em expansão

São 8 mil aeronaves conectadas em todo o mundo atualmente, mas a previsão é que esse número chegue a 15 mil aviões em cinco anos

Data: 29.08.2018

WiFi a bordo: um mercado em expansão

Uma das maiores certezas do mundo contemporâneo é que ninguém quer ficar desconectado. Qualquer que seja o lugar. E na realidade a hiperconectividade é tão iminente, que ninguém quer ficar desconectado nem em aviões voando a 10 mil metros de altura. 


 


Nos Estados Unidos e Europa, a maioria das companhias aéreas já oferece algum tipo de serviço de conectividade a bordo. A principal tecnologia para levar o sinal de internet para dentro dos aviões é via satélite. No Brasil, o serviço ainda é novidade, mas uma pesquisa feita pela Inmarsat, que ouviu 9 mil pessoas, revelou que 53% dos passageiros brasileiros consideraram uma necessidade ter WiFi a bordo.


Ainda no que diz respeito aos brasileiros, 80% das pessoas entrevistadas afirmaram que estão dispostas a pagar para utilizar a conexão WiFi durante um voo mais longo, e 62% desembolsaria a taxa cobrada mesmo em viagens mais curtas. No ano passado, 64% dos entrevistados mencionaram que estariam dispostos a comprar o serviço independentemente do trajeto.


Outro dado a ser analisado pelas companhias aéreas é que 52% consideram que ter uma conexão com a internet durante o voo é mais importante que o próprio entretenimento de bordo, e 54% acreditam que estar conectado ajuda a diminuir a ansiedade e possível desconforto gerado por viagens de avião.


No Brasil, a Latam Airlines já oferece Wi-Fi nas aeronaves que fazem rotas entre o Brasil e outros países da América Latina. Na Avianca, o serviço está presente em 15% da frota e segundo a empresa o plano é seguir com a instalação de Wi-Fi em novas aeronaves. Já na Gol, a internet a bordo está disponível em 64 aeronaves que fazem voos nacionais e internacionais. É possível identificar pelo site da companhia aérea quais aviões utilizam essa tecnologia. A frota total da empresa é de 120 aviões – todos devem estar equipados com WiFi até o fim de 2018.


Até pouco tempo atrás, os aviões conectados costumavam oferecer conexão de, no máximo, 20 megabits por segundo que deveria ser dividida por todos os passageiros. Com essa conexão seria possível até trocar mensagens e ler e-mails, mas dificilmente fazer uma chamada usando vídeo ou usar serviços de streaming. Agora, com os satélites de alta velocidade dedicados à conexão em aviões, a velocidade de acesso aumentou bastante.


E o mercado de conexão nas alturas, assim como todo o segmento de hiperconectividade, é de altas perspectivas de expansão. São 8 mil aeronaves conectadas em todo o mundo atualmente, mas a previsão é que esse número chegue a 15 mil aviões em cinco anos; e, em 8 ou 9 anos, atinja 23 mil aviões com conectividade a bordo. Na América Latina espera-se que haja um aumento significativo durante os próximos 8 anos, chegando a mais de 1500 aviões conectados.


O relevante de tudo isso é que, em termos de tecnologia, hoje é possível um passageiro se conectar enquanto voa, exatamente como se conecta em terra, incluindo acesso a serviços mais pesados de vídeo, streaming e todo o resto. 


Fonte: CIO



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