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Cloud e colocation já estão entre as infraestruturas mais críticas do mundo

A interdependência entre os serviços de Cloud e Colocation e os negócios e indivíduos que eles suportam é o que potencializa as possíveis consequências de uma interrupção

Data: 07.08.2018

Cloud e colocation já estão entre as infraestruturas mais críticas do mundo

Poucas infraestruturas cresceram em importância tão rapidamente quanto Cloud e Colocation — tanto no mercado de datacenters quanto em relação à sociedade como um todo.


Em nosso relatório contendo a classificação das Indústrias mais críticas do mundo, ambas ficaram posicionadas em quinto lugar, atrás das bem estabelecidas indústrias Utilities, TransportesTelecomunicações e Produção de Óleo e Gás. E não seria nenhuma surpresa se daqui a dois anos, elas acabem classificadas em posição ainda superior.


Para uma pessoa de fora do mercado de datacenter, a criticidade dos serviços de Cloud e Colocation pode não parecer tão óbvia. Na indústria Utilities, por exemplo, o downtime pode literalmente paralisar a sociedade e colocar em risco a saúde humana, como vimos em Porto Rico após o furacão Maria. O mesmo acontece com Transportes (aéreo e ferroviário), Telecomunicações, e Produção de Óleo e Gás. Há muito tempo essas verticais estabeleceram-se como indústrias essenciais à nossa economia e estilo de vida. Interrupções nessas infraestruturas fundamentais criam um efeito cascata que pode se alastrar pela sociedade e criar sérias consequências.


Será possível que, daqui a alguns anos, o mesmo aconteça com Cloud e Colocation?


Em grande parte, a resposta a essa pergunta é sim. Com velocidade estonteante, os anos recentes viram Cloud e Colocation emergirem como a coluna vertebral da economia digital.


Considere esses dados:



  • - Segundo o monitoramento da empresa de segurança na nuvem Okta, atualmente as empresas usam uma média de 16 aplicações na nuvem para suportar seu negócio



  • - O instituto de análise de mercado  Gartner projetou em 18 por cento o crescimento de serviços de nuvem para 2017, com o maior crescimento provindo de serviços de infraestrutura de sistemas para nuvem (36,8 por cento) e serviços de aplicações para nuvem (20,1 por cento). Essas estatísticas acompanham o crescimento explosivo em serviços de Nuvem e Colocation ocorrido nos três anos anteriores.



  • - Além de sua importância em suportar aplicativos e processos de negócios estabelecidos, Nuvem e Colocation desempenhará um importante papel em tendências transformativas emergentes, como Cidades Inteligentes e a Internet das Coisas.


O mercado financeiro e o segmento de e-commerce, por exemplo, receberam notas altas em vários critérios usados na classificação, mas nenhum deles obteve um escore geral suficientemente alto para entrar em nossa lista das oito Indústrias Mais Críticas. O downtime nessas indústrias críticas não foi considerado tão impactante quanto interrupções ocorridas em serviços de Cloud e Colocation. A interdependência entre os serviços de Cloud e Colocation e os negócios e indivíduos que eles suportam é o que potencializa as possíveis consequências de uma interrupção.


E não é somente a criticidade de ambos que está crescendo — sua influência no mercado de datacenters também está aumentando.


Acima de tudo, Cloud e Colocation proporcionam aos gestores de datacenters uma nova opção que lhes permite rapidamente expandir a capacidade ou acrescentar aplicações. Graças à capacidade de “terceirizar” a capacidade de datacenter para um provedor de Cloud, muitas empresas agora têm a agilidade necessária para melhor adaptar-se às mudanças em processos de negócios, mercados e tecnologia.


Isso criou uma alteração fundamental na forma de como a capacidade do datacenter é gerenciada.


Os provedores de Cloud e Colocation também deixaram sua marca em tecnologia e arquiteturas de datacenter. Com um modelo de negócio que exige eficiência de capital para permanecer competitivo e alta disponibilidade para assegurar lealdade, os provedores de Cloud e Colocation foram instrumentais no crescimento de tecnologias capazes de atender aos mais exigentes SLAs com o menor custo possível.


Eles estiveram entre os primeiros a adotar arquiteturas de reserva de energia que atingem níveis de disponibilidade semelhantes a arquiteturas 2N com menos investimento de capital, maiores taxas de utilização e maior escalabilidade. Eles também ajudaram a promover a adoção de sistemas de economia que usam ar externo para otimizar a eficiência da remoção de calor e sistemas DCIM que fornecem visibilidade da localização e utilização de ativos.


Ao continuarmos a trilhar o caminho da digitalização, as infraestruturas de Cloud e Colocation crescerão em importância e se tornarão ainda mais críticas do que já são. Não é difícil imaginar esses serviços se tornando tão importantes em muitas áreas quanto as outras “utilities” de que dependemos diariamente. Eles também continuarão a investir em sistemas de infraestrutura que não apenas forneçam os maiores níveis de disponibilidade, mas, também, a eficiência operacional necessária à rentabilidade. Ao fazê-lo, eles aumentarão a eficiência do datacenter e isso beneficiará todo o mercado.


Fonte: CIO



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