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Diversidade deve entrar na pauta da transformação digital das empresas

Empresas se reuniram nesta quinta-feira para lançar Movimento Brasil Digital; Iniciativa busca criar diretrizes para um Brasil mais inovador e inclusivo

Data: 03.08.2018

Diversidade deve entrar na pauta da transformação digital das empresas

A chamada indústria 4.0, habilitada por tecnologias emergentes como Internet das Coisas, inteligência artificial e robótica, tem o potencial para renovar nações. Entretanto, ao mesmo tempo que o avanço da tecnologia se refletirá em novas oportunidades, ele também pode comprometer o futuro do emprego.


Nesta quinta-feira (02/08), em evento realizado na FIAP, em São Paulo, executivos de grandes empresas se reuniram para o lançamento do Movimento Brasil Digital que propõe criar diretrizes em vista de um Brasil mais inovador, competitivo e inclusivo. 


O Movimento é resultado de uma parceria entre o Pacto Empresarial Brasileiro pela Digitalização Humanizada do Trabalho promovido pela EDP, EY, Korn Ferry e Fiap e o Manifesto Nação Digital, liderado pela IT Mídia e Fundação Dom Cabral (FDC). A iniciativa busca apoiar a construção de políticas públicas onde a tecnologia esteja no ponto de partida e no horizonte, mas sem deixar de lado o protagonismo humano, sua inclusão.


A iniciativa já conta com 26 empresas que se associaram. São elas: Accenture, GPA, ArcelorMittal, Great Place to Work, Autopass, IBM, CI&T, IT Mídia, Cielo, Korn Ferry, Cisco, Microsoft, EDP, Oracle, Embratel, Petrobras, EY, Sabin, FDC, Serasa Experian, Fiap, Hospital Sírio-Libanês, Globo.com, Whirlpool, Gol e ZUP. O grupo programa uma agenda com candidatos à presidência da República para chamar atenção para a construção de um País relevante na quarta Revolução Industrial.


O documento sustenta dez princípios para a digitalização humanizada e responsável, como humanização, liderança, capacitação, inclusão e segurança. "Queremos identificar as melhores práticas e promover a troca de experiências entre empresas, terceiro setor, academia e governo", afirmou Adelson de Sousa, presidente da IT Mídia, em coletiva de imprensa para apresentar o Movimento. 


Tecnologia que inclui


Na visão de Henrique Freire, diretor financeiro da EDP, empresa do setor elétrico, a transformação digital das empresas deve colocar as pessoas no centro. A EDP é uma das empresas que participa do grupo de trabalho que discutirá os principais temas e propostas para influenciar a agenda do setor. 


Além de refletir sobre melhores práticas para educação em vista de uma sociedade também 4.0, a iniciativa chama atenção para o tema da inclusão - assegurando condições de igualdade no acesso às plataformas de formação profissional independentemente da idade, raça, gênero, religião, situação econômica ou social.


"A diversidade de gênero, raça, de idade e, principalmente, de pensamento é o que faz com que as empresas comecem a enxergar as oportunidades que antes elas não viam", reforçou Sergio Saraiva, vice-presidente de Desenvolvimento Organizacional da Cielo, que também integra o Movimento.


Henrique Freire reconhece que a evolução da tecnologia e automação nas empresas gera temor. Mas que se governo, empresas e a sociedade não se prepararem, o "indivíduo poderá ficar obsoleto", refletiu o executivo. "Tendo essa preocupação, primeiro você tem que criar um programa de capacitação, a empresa tem que criar regras, treinar pessoas, equipes. Fazer disso uma agenda de transformação positiva", completou.  


Tendo em vista que um dos pilares do Movimento é a educação, Freire chama atenção para a modernização do aprendizado e do protagonismo de cada um em direção a essa transformação. "A transformação vai ser mais rápida do que muito se esperava. E portanto essa ética empresarial é importante. As pessoas querem também ser parte da mudança", resumiu Freire.


O Movimento Brasil Digital, no final dia, reflete sobre o protagonismo da iniciativa privada sobre a geração de oportunidades a partir da tecnologia. Segundo o coordenador do grupo de trabalho do projeto, Silvio Genesini, o objetivo não é dizer ao governo o que é preciso fazer, e sim influenciar, ajudando a definir uma agenda para o setor. "Entendemos que como empresa e conjunto de empresas devemos fazer nossa parte responsavelmente, digitalizando e avançando nossas empresas, mas entender que esse processo de digitalização tem um impacto no indivíduo".


Fonte: IDGNow!



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