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Polícia do Chile desativa servidores de conteúdo pirata de TV distribuído também no Brasil

Foram presas 10 pessoas. Esquema tinha 50 mil utilizadores, espalhados por cinco países da América Latina

Data: 14.07.2018

Polícia do Chile desativa servidores de conteúdo pirata de TV distribuído também no Brasil

A Polícia de Investigações do Chile (PDI) desbaratou um esquema de distribuição de conteúdo televisivo pirata que alcançava vários países da América Latina, inclusive o Brasil. Os equipamentos encontrados captavam o sinal de satélite e enviavam o material para os sistemas de IPTV e IKS, as “caixinhas”, que permitem o acesso a programação da TV paga sem cobrança de mensalidade.


A operação contou com ajuda da Alianza, grupo formado por representantes da indústria de TV, operadoras e programadoras. A polícia recebeu ajuda de especialistas forenses das empresas Nagra e da DirecTV, que também conduzem investigações por conta própria sobre a origem de conteúdos pirateados.


Apesar de os servidores encontrados distribuírem conteúdos que chegavam ao Brasil, a maior parte do tráfego se localizava no Chile. O resultado foi a saída do ar dos serviços piratas Megaplay e IPTV Chile. Também usavam hosts localizados nos Estados Unidos. A Alianza não informa se estes equipamentos norte-americanos também foram desligados.


Dez pessoas foram presas. A maioria, engenheiros da computação, conforme comunicado da Alianza. Além de Brasil e Chile, o grupo vendia serviços na Argentina, no Panamá e no Equador. O sinal pirata chegava a 50 mil usuários espalhados por esses países.


Importante não confundir o serviço pirata IPTV com a tecnologia IPTV. Embora tenham o mesmo nome, e dependam da internet para funcionar, o serviço pirata retransmite os canais de TV paga sem autorização das programadoras. Já a tecnologia é usada legalmente, pelas operadoras, para distribuir os canais a assinantes, principalmente em acessos por fibra óptica.


Fonte: Telesíntese



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