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Dicas de cibersegurança para adeptos na Rússia

Um cibercriminoso é como um carteirista: adora locais com multidões. Por isso, quem tem viagem marcada para a Rússia durante o próximo mês deve prevenir-se com especial cuidado.

Data: 14.06.2018

Dicas de cibersegurança para adeptos na Rússia

A cibersegurança é uma parte importante da vida e quem viaja com equipamentos electrónicos pode estar exposto a riscos que normalmente não enfrenta. Esse é também o caso dos adeptos de futebol com viagem marcada para o campeonato do Mundo organizado pela Rússia, um país que surge muitas vezes associado a notícias sobre cibercrimes e actividades online maliciosas. O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) não emitiu um aviso específico para estes turistas mas tem uma lista de recomendações que devem ser aplicadas para quem viaja e se quer pôr a salvo de eventuais dissabores.


Rogério Raposo, coordenador do Centro de Operações do CNCS, sublinha que uma deslocação à Rússia não oferece à partida um risco maior do que uma viagem a qualquer outro país. Porém, o facto de ser anfitrião de um grande evento internacional coloca o país na mira de quem promove o cibercrime, porque a grande aglomeração de pessoas desperta sempre a atenção dos criminosos. É a mesma lógica do carteirista, que se sentirá mais tentado a actuar em locais recheados de turistas.


“É tudo uma questão de escala”, argumenta Rogério Raposo, explicando por que razão o CNCS não seguiu o exemplo do seu congénere britânico que, em meados de Maio, emitiu um alerta com uma lista de recomendações para os adeptos do Mundial 2018. “Determinados estados, pelo seu peso histórico, pela sua hegemonia ou história, são mais poderosos, mas ao mesmo tempo estão muito mais expostos às redes que permitem acções maliciosas”, explica o mesmo responsável. O aviso britânico adopta um tom sério e grave — o que talvez se explique pelo clima de confrontação política e diplomática que tem envolvido o Reino Unido (e aliados) e a Rússia. “Evite marcar um autogolo na cibersegurança pessoal”, recomenda o Centro de Cibersegurança britânico aos concidadãos, listando um conjunto de recomendações que, na realidade, podem e devem ser usados por qualquer viajante para qualquer parte do mundo.


Conhecer as regras, escolher o indispensável


Quais são os riscos e que cuidados a ter em conta? Em primeiro lugar, Rogério Raposo destaca que a Federação Russa é um país com diferentes valores culturais, o que potencia comportamentos distintos, e que está fora da União Europeia (UE), pelo que o quadro legal é totalmente distinto. “Por exemplo, o Regulamento Geral de Protecção de Dados, que entrou em vigor a 25 de Maio na UE, não se aplica de forma semelhante”, aponta o mesmo responsável português.


Quem tem viagem marcada “precisa de conhecer muito bem as regras de segurança, os limites legais, que tipo de aplicações tem disponíveis e quais pode usar”. Antes de viajar com um computador, um tablet ou um smartphone, pense se precisa mesmo dele, já que “pequenos equipamentos são sempre cobiçados para furtos ou roubos”. Se não pode evitar, então “o melhor é fazer o que se faz com a mala de viagem: escolher o que se leva no equipamento, deixando apenas o que é indispensável”.


Isto significa um conjunto de medidas simples, que não dão muito trabalho mas podem evitar uma carga de trabalhos em caso de azar: fazer uma cópia de segurança do conteúdo desse equipamento; rever toda a informação pessoal, profissional ou quaisquer outros que, pelo conteúdo e natureza, possam ser sensíveis se caírem em mãos erradas; se não forem necessária durante a viagem, o melhor é apagar essa informação e reinstalá-la depois do regresso a casa; procurar contactos de autoridades nacionais ou locais que poderão ser úteis em caso de crime.


Fonte: Público



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