Em foco

in-Store Media instalou o maior ecrã digital do país e tem novos planos para Lisboa

Numa apresentação em Madrid, a multinacional de ‘shopper marketing’ revelou que teve lucros de 63 milhões de euros em 2017, mais 15% do que no ano anterior, e apresentou o plano estratégico para os próximos dois anos. “Portugal é um mercado que cresce à volta dos 9% ou 10% por ano”, disse o CEO, Pablo Vilá Torras, ao Jornal Económico.

Data: 05.06.2018

in-Store Media instalou o maior ecrã digital do país e tem novos planos para Lisboa

O mercado português representou cerca de 10% do volume de negócios da multinacional de shopper marketing in-Store Media em 2017, o que representa aproximadamente cinco milhões de euros. Numa apresentação aos jornalistas, em Madrid, a empresa espanhola de marketing nos pontos de venda revelou que teve lucros de 63 milhões de euros no ano passado, mais 15% do que em 2016.


Presente em Portugal através do Continente, Auchan, El Corte Inglés ou Pingo Doce, a in-Store Media completa este ano o 20º aniversário. Ao Jornal Económico, Pablo Vilá Torras, CEO, disse que falta apenas tempo para chegar a outras cadeias no país. “Pode ser que a nossa concorrência nos tire alguns contratos ou pode ser que nós arranjemos novos. É uma questão de tempo. Não trabalhamos com o Jumbo e gostávamos, por exemplo”, confessou.


A empresa fundada em 1998 tem oito funcionários no escritório de Portugal, uma repartição na qual contam ainda com uma equipa de colaboradores permanentes externos que se desloca às lojas físicas. “Portugal é um mercado que cresce à volta dos 9% ou 10% por ano. Está correr bem”, disse o responsável ao semanário, à margem da apresentação de resultados, na capital espanhola.


“Tínhamos trabalhado há muitos anos com o Pingo Doce mas muito pouco e no ano passado renovámos a confiança com eles e celebrámos um contrato novo com muito mais alcance de serviços”, sublinhou o líder e fundador da in-Store Media, que se dedica a auxiliar os 59 retalhistas parceiros a comunicar melhor com os compradores que já se encontram nas lojas.


No El Corté Inglés de Lisboa, a empresa instalou em novembro o maior ecrã digital do país. Atualmente está a renovar os supermercados Continente. “Começámos a fazer ações one to one através da divisão i-Store Media Insights, de marketing direto através da base de dados do Continente. Creio que são dois milhões de pessoas, o que é uma grande quantidade para Portugal. Estamos a analisar grandes formatos publicitários digitais em Lisboa e a planear outras coisas mas são confidenciais”, diz Pablo Vilá.


Em 2018 a in-Store Media prevê superar os 70 milhões de euros de faturação, um número superior em 11% ao atual. Questionado sobre se tenciona entregar a direção executiva em breve, Pablo Vilá explica que já há um tempo que tem uma equipa de gestão “mais sólida” e que está “menos executivo e mais geral”.


“As marcas já não querem papel”


A empresa salienta que o crescimento se deveu à inovação nos diferentes canais e à subida nos contratos com retalhistas. “As marcas já não querem papel, não querem uma demonstradora na loja com o produto. Querem tecnologia, dados, históricos de compras, perfis do comprador”, afirma Pablo Vilá aos jornalistas, acrescentando que o investimento numa campanha digital num supermercado pode rondar os três ou quatro milhões de euros.


Após vários estudos de mercado, a empresa concluiu que 82% das decisões de compra dos consumidores são feitas nos pontos de venda. Segundo o mesmo porta-voz, o local onde se adquire tem cada vez mais força. “Antes, as marcas tinham o poder de conseguir comunicar com os consumidores através dos meios de comunicação social de massas – a televisão, a imprensa… – mas as redes sociais e os canais online ganharam mais força e tornou-se mais difícil para uma marca chegar massivamente ao comprador. Há poucos locais tão massivos para comunicar como o ponto de venda”, justifica.


O impacto sente-se sobretudo a nível internacional, pois o berço da empresa e ainda principal mercado, o espanhol (25 milhões de euros, 40% do volume de negócios em 2017), está a perder influência. Por outro lado, os restantes nove países no qual opera – Portugal, França, Polónia, México, Argentina, Chile, Peru, Uruguai e Filipinas – representaram 60%, com destaque para França (nove milhões de euros) e México (15 milhões de euros). Ainda assim, a aposta mais estratégica foi a das Filipinas: “É onde queremos trabalhar, na zona do sudeste asiático”, refere o diretor-executivo.


Fonte: O Jornal Económico



Voltar