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Novo escândalo envolvendo dados de milhões de usuários atinge Facebook

Investigação da New Scientist apurou que brecha expôs dados de, pelo menos, 3 milhões de utilizadores da rede social que responderam a outro teste de personalidade

Data: 16.05.2018

Novo escândalo envolvendo dados de milhões de usuários atinge Facebook

O Facebook está novamente no centro de um novo escândalo sobre o uso de dados de utilizadores em sua plataforma por terceiros. Uma investigação da New Scientist apurou que dados de, pelo menos, 3 milhões de utilizadores da rede social ficaram expostos para qualquer pessoa que tivesse interesse de acessá-los. 


A brecha aqui é semelhante ao que aconteceu com o caso da consultoria Cambridge Analytica, isso porque também envolve um app de personalidade que, eventualmente, deu acesso a informações de utilizadores,  incluindo respostas a questões íntimas. 


A New Scientist reporta que os pesquisadores da Universidade de Cambridge, David Stillwell e Michal Kosinski, teriam compartilhado os dados obtidos através do app myPersonality para outros pesquisadores através de um site colaborativo com poucas adequações de segurança - deixando as informações vulneráveis por quatro anos. "Ganhar acesso ilícito era relativamente fácil", escrevem Phee Waterfield e Timothy Revell, que assinam a matéria.


Entre os dados que estavam expostos estavam detalhes pessoais, como resultados de testes psicológicos de utilizadores do Facebook. A reportagem ainda diz que Alexandr Kogan, um dos nomes centrais no caso Cambridge Analytica, também foi listado como colaborador do myPersonality até 2014.


Empresas também tiveram acesso aos dados


No caso da brecha mais recentemente reportada, tais informações obtidas através do quizz deveriam ser armazenadas e compartilhadas de forma anônima. Os nomes que personalizavam os dados foram removidos antes de serem compartilhados com outros pesquisadores. Porém, diz a New Scientist, os dados poderia ser, facilmente, re-identificados usando informações adicionais do Facebook anexadas a cada teste de personalidade.


Das 6 milhões de pessoas que fizeram o teste, metade delas teriam dado permissão para seus dados serem compartilhados. Para obter acesso a eles, interessados precisavam se registrar como colaboradores do projeto, atendendo requisitos referentes as suas credenciais acadêmicas, porém, segundo a New Scientist, cerca de 280 pessoas em diferentes universidades e também de empresas de tecnologia, incluindo Google, Microsoft e Yahoo, tiveram acesso ao banco de dados. 


A Universidade de Cambridge diz que o app criado por Stillwell foi desenvolvido antes dele entrar na universidade e que, tampouco, não possui ou controla o aplicativo ou os dados.


Ainda não se sabe se os dados obtidos pelo app foram acessados incorretamente ou mesmo manipulados para fins questionáveis, como foram no caso da Cambridge Analytica. De toda forma, joga novamente luz as configurações de privacidade ao qual o Facebook sujeitava os utilizadores.


A rede social suspendeu o myPersonality de sua plataforma no dia 7 de abril e disse que investiga a conduta do aplicativo. Nessa segunda-feira (14), reportou que suspendeu 200 apps de sua rede por abusar do uso de dados de utilizadores.


Fonte: IDGNow!



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