Em foco

Mark Zuckerberg diz que regulação das redes sociais é inevitável

O presidente da empresa e rede social Facebook, Mark Zuckerberg, disse perante o Congresso norte-americano acreditar que é "inevitável" uma regulação da internet e das redes sociais, desde que sem prejudicar as pequenas empresas do setor.

Data: 12.04.2018

Mark Zuckerberg diz que regulação das redes sociais é inevitável

"A importância da internet está a crescer no mundo e penso que é inevitável uma certa forma de regulação", disse o responsável no segundo dia de audiências no Congresso sobre o caso da utilização de dados de membros do Facebook.


"Muitas vezes os regulamentos aplicados fazem com que uma empresa com recursos como a nossa possa respeitá-los, mas para empresas mais pequenas pode ser mais difícil. Esse tipo de coisas deve ser considerado com atenção quando falamos de regras que devem ser colocadas em prática", advertiu.


Legisladores democratas e republicanos dos Estados Unidos já publicaram uma possível regulação para o Facebook e outras empresas de tecnologia, envolvidas em escândalos relacionados com a privacidade e interferências externas. Não é claro como seria essa regulação e Zuckerberg também não apresentou detalhes.


Mark Zuckerberg está desde terça-feira a responder a perguntas dos parlamentares norte-americanos, tendo sido convocado para explicar os vários escândalos que afetam a empresa.


Além do caso Cambridge Analytica, que viu os dados de 87 milhões de utilizadores da rede usados para fins políticos, as audiências também se centram na possível ingerência russa nas eleições presidenciais norte-americanas, através das redes sociais.


Zuckerberg disse que também os seus dados pessoais na rede social foram vendidos à empresa britânica Cambridg Analytica, que acedeu à informação dos 87 milhões de utilizadores da rede sem consentimento.


Na audiência, quando questionado pela deputada democrata Anna Eshoo sobre se os seus dados pessoais foram vendidos a "terceiras partes" o fundador e presidente do Facebook respondeu com um breve "sim". Até agora o presidente da empresa ainda não tinha dito se os seus dados pessoais também tinham sido comprometidos.


Fonte: Notícias ao Minuto



Voltar