Em foco

EUA: Conversas via telemóvel são escutadas em várias cidades

O governo dos EUA detectou actividade de agentes estrangeiros em Washington e outras cidades do país com dispositivos que permitem escutar telemóveis, segundo um documento do Departamento de Segurança Interna.

Data: 04.04.2018

EUA: Conversas via telemóvel são escutadas em várias cidades



Estes aparelhos, conhecidos como Identidade Internacional do Assinante de Telemóvel (IMSI, na sigla em inglês), são simuladores de torres de telemóveis, altamente intrusivos, que violam o direito à privacidade e são usados normalmente pela polícia federal (FBI)ês) e outras agências norte-americanas.


Os EUA admitiram hoje pela primeira vez a existência de agentes estrangeiros que usam esta tecnologia na capital do país, uma situação que "pode ameaçar a segurança nacional e a economia", segundo a carta enviada àquele Departamento, cuja sigla em Inglês é DHS, pelo senador Ron Wyden, eleito pelo Estado do Oregon, que tinha pedido informação sobre o assunto.


O DHS observou "actividade anómala" na região da capital que "parece ser consistente com o uso do IMSI", escreveu no documento um alto funcionário da DHS, Christopher Krebs.


Contudo, o DHS garantiu que ignora quem está por trás do uso destes dispositivos e constatou que necessita "mais fundos" para responder a estas ameaças tecnológicas e investigar com mais rigor.


Krebs, chefe da Direcção Nacional de Protecção e Programas do DHS, também assinalou que a mesma "actividade anómala" tinha sido detectada em outras cidades, sem as identificar.


"O uso dos IMSI por parte de actores maliciosos para rastrear e monitorizar os utilizadores de telemóveis é ilegal e ameaça a segurança das comunicações, o que origina riscos de segurança, económicos e para a privacidade", notou Krebs, na missiva.


Este tipo de dispositivos, cujos intervalos de preços vão de mil a 200 mil dólares, simula a actividade de uma torre de telemóveis e interceptam a ligação entre o telemóvel visado e a verdadeira torre deste.


"A Direcção Nacional de Protecções e Programas acredita que o uso malicioso do ISMI é um risco real e crescente", concluiu Krebs, na sua carta.


Fonte: ANGOP





Voltar