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Criadores da e-skin afirmam que é possível reciclar pele eletrônica

Especialistas da Universidade do Colorado em Boulder criaram uma pele eletrônica que é capaz de se curar caso venha a sofrer danos.

Data: 14.02.2018

Criadores da e-skin afirmam que é possível reciclar pele eletrônica

A pele eletrónica, conhecida como e-skin (e-pele), é um material artificial fino que desempenha as funções da pele humana graças a uma grande variedade de sensores em sua estrutura. Os sensores são capazes de distinguir pressão, temperatura, humidade e até mesmo fluxos do ar. Com tais capacidades, e-skin poderia ser usada tanto em robôs como em próteses humanas.
Alguns materiais semelhantes estão sendo desenvolvidos por todo o mundo, mas a criação da Universidade do Colorado em Boulder, EUA, possui característica única: ela é reciclável. Em caso de dano severo, o material pode ser liquefeito e depois moldado novamente.
Jianliang Xiao, professor assistente da universidade que encabeça o estudo, explicou como funciona esse milagre tecnológico.
"Imagine um robô segurando um bebé assim como fazem os pais da criança, então certamente você espera estar seguro de que o robô sinta quando ele aperta com força a criança para não feri-la", disse.
Ele também sugeriu que tal robô babá possa usar sensor de temperatura para verificar se o bebé está com febre ou não.
Além do mais, a nova pele melhorará os mecanismos de próteses, bem como possibilitará ao usuário humano o contato tátil, que não é oferecido pelas próteses atuais.
De acordo com a informação publicada no site da universidade, "a e-skin pode ser facilmente ajustada nas curvas do corpo, como em braços humanos ou em mãos de robôs, aplicando calor moderado e pressão sem introduzir stress em excesso".
Xiao revela a inovação do produto revolucionário: a nova pele é capaz de se curar de qualquer dano. E se a pele for danificada depois do reparo, pode ser reciclada mais vezes.
A e-skin é feita de uma rede dinâmica de polímeros com partículas de prata. Um pedaço da e-skin, produzido especificamente para exibição, custou cerca de dez dólares.


Fonte: Jornal do Brasil



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